Do meu ponto de vista este foi o ironman mais difícil e mais belo que já participei. Juntou o vento forte de clima tropical de St Croix, Fortaleza e do Havaí, as subidas da Alemanha e a de St Croix, o calor do Havaí e Fortaleza, a beleza de uma ilha vulcânica do Havaí e a simpatia das pessoas aplaudindo e dando incentivo da Alemanha e do povo brasileiro. Isto tudo regado a belas paisagens. O ironman é uma prova dura, mas vale a pena agüentar um pouco mais esta dificuldade e correr um ironman em Lanzarote. A prova tem que ser vista com outros olhos. Esqueça de tempo e resultado e simplesmente curta a prova e o visual. O resultado será conseqüência, mas esta experiência de vida e a curtição da prova serão inesquecíveis. Recomendo ir com ótimas companhias para fechar com chave de ouro.
Há anos que pretendia fazer esta competição e sempre ouvir falar que era doideira por ser uma prova muito dura. Somente meu amigo Huka que já havido estado por lá falava que eu iria gostar. Queria companhia para ir e não encontrava, porém este ano dois amigos com espírito ironman resolveram enfrentar as dificuldades da prova. Partirmos nós três para as Ilhas Canárias para quebrar este mito que por ser uma prova dura não valeria a pena ir. Eu, Huka e Ramiro pegamos o avião e fomos rumo ao outro lado do oceano atlântico para representar nosso país nesta prova respeitada pelo mundo todo. Logo de cara já entramos no clima da curtição e fomos nos divertindo do Brasil até Lanzarote. Havia uma garota ao nosso lado no avião que ficava se segurando para não rir de tanta bobagem que fazíamos e falávamos. Era um tirando sarro do outro. Chegando as Ilhas Canárias já deslumbramos de um belíssimo visual do avião vendo um oceano azul e transparente sendo apenas interrompido por ilhas vulcânicas com casas todas brancas com arquitetura do mediterrâneo. Após nos estabilizarmos no hotel e reconhecimento do local conhecemos duas loiras que nos tiraram mais ainda do serio ate o final da viagem. Uma era a Dourada e outra a Estrela. Duas marcas de cerveja que regaram as noites de Lanzarote, acompanhadas de pizza, que nos alegrava ainda mais as noites do local. Mas nem tudo era risada e na quinta quando saímos para pedalar pegamos um vento lateral um pouco de frente de 40km/h, comunicado pelos locais. Estávamos na descida fazendo força para conseguir ir para frente e toda hora sendo jogado para fora da estrada. Estávamos pedalando na reta com o corpo bem deitado para controlar o ruma das bicicletas. Tivermos varias vezes que parar, pois estávamos sendo jogados para as pedras fora do acostamento e quando segurávamos as bicicletas elas queriam literalmente sair voando. Ficamos bem apreensivos pelo risco que poderia ser o percurso do ciclismo. No dia da prova o vento estava forte, porém com uma intensidade segura de se pedalar. Para contrabalancear este susto havia o mar com uma água azul transparente um pouco gelada, mas suportável e parecendo um aquário. No treinamento ate paramos de nadar para observar os peixes e corrais que haviam no fundo daquele mar maravilhoso. Outra coisa boa era correr na beira mar com aquele visual e sempre passando pessoas com caras boas nos distraindo e alegrando aquele momento de prazer. O calor forte é meio despercebido por causa do constante vento. Sempre tomamos atenção com o sol porque este é uma maneira de queimarmos e desidratarmos sem perceber.
No dia da prova como todo iron acordamos cedo e fomos nos preparar para a largada. Muita gente para assistir e 1006 atletas prontos para a largada. Por a água ser muito transparente, o percurso ser todo balizado e estar com roupa de borracha, sai da água com uma hora de natação. Meu melhor tempo ate hoje. Sai para pedalar com muita disposição e me sentindo super bem, mas sabendo que o pior viria depois da metade do percurso. Um porque perto do km 90 começam as subidas fortes e no iron depois de 120km é aonde o ciclismo começa a ficar bem desgastante. Um ponto fraco que achei na prova e a distribuição de água e isotônico durante o ciclismo. Após o km 100 fiquei sem isotônico e sem água e em um dos postos de abastecimentos não consegui me hidratar direito. Resultado, comecei a me sentir bem desgastado e só fui conseguir me reabastecer depois de 20km. Com isto tive que diminuir o ritmo e uns setenta atletas me passaram, mas aproveitei para curtir muito o visual. Em uma das subidas fortes temos uma vista maravilhosa e da vontade de parar e tirar umas fotos. Como toda subida desce, pegamos umas descidas muito fortes e como não conhecia o que viria após cada curva e estávamos beirando um precipício resolvi frear um pouco mais e descer em segurança. No final do ciclismo temos bastante descidas o que da para recuperar um pouco as pernas para a corrida. O ciclismo possui o tempo todo muitas subidas, o vento esta sempre forte variando por todos os lados, o calor é intenso, muitos trechos de estrada o asfalto é áspero porque passamos por estradas secundarias e temos que ¨escalar¨ dois vulcões. Este é o ciclismo de Lanzarote. Final do ciclismo chegamos novamente a área de transição. Muita gente aplaudindo e já alguns atletas correndo. Sai para correr um pouco forte e logo de cara senti que o vento iria segurar um pouco e o calor iria castigar muito. A estratégia seria não deixar de me alimentar e hidratar bastante a cada posto de abastecimento. O percurso são quatro voltas com pequenas subidas bem leves sempre na beira mar com um publico bem caloroso dando palavras de força e incentivo. Não querem que paramos de correr por nada. A estratégia era não andar e cruzar a linha de chegada com saúde e alegria de estar completando aquela prova tão dura, mas também muito linda. Após 11:03h completei os 3.800m de natação em um mar maravilhoso, pedalei 180km percorrendo a ilha de Lanzarote e atravessando vulcões e corri 42,195m debaixo de muito sol e sendo aplaudido por muitas pessoas calorosas. Meu 12º foi completado. Tive o prazer de conseguir pedalar 100km próximo de meu amigo Huka que hora ele me passava e hora eu passava ele e correr 21km do lado do meu amigo Ramiro que tornou a corrida muito menos desgastante. Na minha categoria deixei cerca de 150 atletas para trás ficando em 32º e no geral deixei quase 800 atletas para trás ficando em 201º. Missão cumprida e ¨carona para mais um elefante¨. Falo isto porque comento que após cruzar a linha de chegada em um ironman parece que tiramos um elefante das nossas costas.
Conhecemos atletas da Itália, França, Paraguai, Uruguai, Argentina, Austrália, ou seja, acabamos conhecendo pessoas e cultura do mundo todo. Todos sempre bem dispostos e gente boa.
No comercio de Lanzarote as pessoas são bem receptivas e fizemos amizade com bastante pessoas que trabalham no local. Até ganhamos rodada da nossa amiga loira Estrela que nos alegrava as noites.
As praias de Lanzarote são paradisíacas e conhecer os vulcões são uma beleza a parte.
Lanzarote... eu recomendo
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Ganhar um ironman é muito bom
Depois de um ano sem animo para atualizar minha pagina com novas noticias, volto a dar ótima noticias. Antes vou explicar porque não tive animo de voltar a escrever. No Ironman de Florianópolis de 2003 perdi a vaga do Havaí porque um atleta cortou o percurso de natação e não foi desclassificado pela organização. Com este grande detalhe este atleta acabou fazendo sua única prova com ótimo tempo em ironman e acabou ficando em oitavo na sua categoria que era a mesma que a minha. Eu cheguei logo atrás deste atleta. Como eram oito vagas para o Havaí acabei ficando sem vaga. Estava conformado até verificar que este atleta havia feito uma natação fora do normal em ironman, inclusive nadando melhor que todos os profissionais sendo que este nunca teve boa natação. Seu currículo em triathlon estava registrado isto. Solicitei para a organização verificar este fato, porem não assumiram o erro. Fiquei chateado por não conquistado o que era meu por direito e esforço e um atleta que não mereceu a vaga ficou com ela. Fiquei sem motivação para escrever e competir em muitas provas. Com estas mudanças resolvi competir no ½ ironman de Fortaleza que seria em abril de 2004 e tentar correr um ironman nas Ilhas Canárias. Como inicio de temporada optei por correr o Triathlon Internacional de Santos que ocorreu em fevereiro de 2004 e terminei em terceiro lugar em boa disputa. Em Abril corri o ½ de Fortaleza e obtive ótimo resultado ficando em oitavo na elite e campeão geral amador e na minha categoria. Por falta de patrocínio tive que optar por correr novamente o Ironman de Florianópolis. Senti muito frio durante a prova e sentia que meu corpo não estava disposto a fazer muito esforço e estava sem velocidade. Terminei o ironman, porém obtendo meu pior tempo. Fiquei desmotivado. Fiquei treinando apenas para manter o preparo e por gosto ao esporte. Sem objetivo resolvi correr umas provas de apenas pedestrianismo no local aonde trabalho e acabei faturando todas. No final do ano descobri que haveria um ironman com medidas oficiais novamente em Fortaleza. Adorei a idéia e o local, pois seria uma competição quente como gosto. Treinei para isto. Chegando o dia da competição ainda não tinha certeza se iria por não ter patrocínio. Como já havia treinado resolvi fazer os últimos esforços para conseguir ir e deu certo. Foi uma prova excepcional. Contarei com detalhes:
Chegou quinta feira antes da competição e havia conseguido tudo de última hora para ir até Fortaleza. Estava em dúvida se não havia passado do ponto para a competição e se havia feito o treinamento com a qualidade que queria. Resolvi treinar especifico somente oito semanas para não ficar de saco cheio. Resolvi contar novamente com a experiência de oito iron nas costas. Cheguei em Fortal, montei a bike e resolvi dar um giro para ver se estava tudo certo. Estava tudo certo, mas o pessoal de Fortal dirige muito nervoso e quase fui atropelado logo de cara. Na véspera de competição fui ao simpósio e conhecia apenas um atleta. Farei minha prova e não me importarei com os outros. Antes de fazer a inscrição queria saber quem iria correr porque teria troféu até o quinto no geral e como havia ficado em oitavo no ½ iron tive uma certa pretensão que poderia tentar ficar em quinto. Tirei este pensamento da cabeça e o negócio era fazer minha prova. Soube após a competição que os atletas já me conheciam pelo meu resultado do ½ iron e já haviam falado que seria um candidato a brigar pelo quinto lugar. Havia dois candidatos para ficar com o primeiro lugar. Somente vim conhecer quem eram quando a prova acabou. As 06:00h foi dado a largada na lagoa do banana em Cumbuco – Fortaleza. Depois de algumas braçadas percebi que um atleta estava sempre no mesmo ritmo que eu. Resolvi ficar nadando na sua esteira para poupar energia. Deu tudo certo. Apenas durante um momento este atleta errou o caminho porque o sol estava na cara e acabei indo em direção errada junto com ele. Perdemos pouco tempo e seguimos o caminho. Sai da água respectivamente bem dentro do meu ritmo de natação e sai para pedalar. Não sabia em que colocação estava porque os atletas que estavam fazendo a distância de ½ iron já estavam pedalando. Estava com dores nas costas e meio desanimado. Quando entrei na terceira volta de ciclismo me informaram que eu estava em terceiro e a cinco minutos do líder. Aquilo me deu novamente animo e resolvi crescer na competição. Quase no final da terceira volta comecei a liderar a prova. O atleta que estava em segundo não deixou barato e foi para a ponta. Não fiquei preocupado e mantive este no visual e fomos para a quarta e última volta de ciclismo. A cada volta do ciclismo havia uma pernada de 20km com vento forte. A cada volta o vento estava mais forte e a previsão era ter ventos de 24km/h. Comecei a ter fortes câimbras nas cochas e tive que manter um giro bom sem fazer força para não travar tudo. Na metade da última volta, mesmo mantendo apenas giro forte, alcancei o líder que estava muito cansado e passei a liderar novamente. Estava com o vento forte na cara e mantive o ritmo. Faltando 13km para terminar coloquei um ritmo firme no pedal e comecei a observar quem estava trás, pois eu estava no sentido de retorno à área de transição e eles ainda estavam indo. Percebi que havia aumentado a distância do segundo e terceiro lugar. Terminei o ciclismo como líder e ao descer da bike tiver uma forte câimbra na cocha. Mantive a calma e esperei a perna relaxar. Consegui prosseguir dentro da área de transição, mas tive câimbra nas panturrilhas para colocar o tênis. Com calma e relaxado sai para correr me sentindo bem e com as pernas soltas mesmo após as câimbras. No inicio da corrida percebi que estava mais ou menos um quilômetro na frente do segundo colocado e os outros vinham um pouco mais atrás. Corri 3km e entrei para correr em uma estrada aonde estava calculado uma temperatura de 40 graus e não havia uma sombra. Comecei a sentir a temperatura do corpo subir muito. Era uma hora da tarde e o sol estava muito forte. Tentava manter um ritmo bom para não perder muito a diferença que havia colocado dos outros atletas. Estava muito difícil e precisava de gelo para baixar a temperatura do corpo. Podia ver o posto de abastecimento no final da subida e estava a quase 2km de distância. Parecia uma eternidade. Consegui chegar ao posto e refresquei o corpo como pude. Muita água, cuidado com alimentação, e sempre olhando o relógio para manter o ritmo e não esquecer de me hidratar e alimentar. Perto do 15km um staff falou que eu estava bem e que o segundo vinha um pouco mais rápido que eu, mas estava distante uns dez minutos. Os outros atletas não apresentavam risco. Um carro passou e falou que quem iria ganhar era o cearense que vinha atrás. Sabia que ainda havia muita prova e muita coisa podia mudar. Mantive a calma, tinha experiência neste tipo de prova e já havia corrido em provas quentes. Concentração e mantive o ritmo. Bolhas sendo sentidas dentro do tênis. Dou uma parada para acertar a meia de forma mais confortável e sigo em frente. No km 30 sou informado que o segundo esta 1.4km atrás de mim. Os outros atletas também estavam sendo informados das distâncias entre eles e do líder. Sabia que o ritmo teria que ser aumentado e a hora estava chegando. Estava bem porem com as pernas bem sensíveis a terem câimbras. Fui aumenta um pouco a velocidade e queria chegar quando tivesse 5km para terminar a maratona com cinco minutos na frente do segundo assim se eu tivesse correndo fraco e ele forte iríamos chegar quase juntos, porém estaria mais descansado para dar um arranque final. Faltando 5km para terminar me avisaram que ele estava com menos de três minutos de diferença. Estava me sentindo bem e comecei a correr forte. A esta altura já estava entrando na beira mar, moto parando transito, sirene tocando, pessoas parando para assistir e aplaudir, eu era o líder do primeiro ironman de Fortaleza e não iria vender barato o primeiro lugar. Aumentava o ritmo consciente para não fazer bobeira e travar a perna. Faltava 2km para terminar a competição e o segundo estava dois minutos atrás. Todos aplaudiam e falavam que já era o campeão. Corria firme e consciente para a vitória. Muita emoção e cumprimentos. Finalmente após 10:39’ de competição com muito vento e calor avistava o tapete vermelho e a faixa de chegada. Eu era o cara. Eu era o líder. Eu sou o campeão do primeiro Triathlon Longão Cabra da Peste e Mulher Guerreira de Fortaleza 2004. Obrigado ao meu staff que me acompanhou durante a corrida me dando todo apoio que pedi, ao povo de Fortaleza que esta sempre alegre e receptivo e aos novos amigos atletas que sorriram com muito orgulho com minha vitória. Estão todos de parabéns.
Chegou quinta feira antes da competição e havia conseguido tudo de última hora para ir até Fortaleza. Estava em dúvida se não havia passado do ponto para a competição e se havia feito o treinamento com a qualidade que queria. Resolvi treinar especifico somente oito semanas para não ficar de saco cheio. Resolvi contar novamente com a experiência de oito iron nas costas. Cheguei em Fortal, montei a bike e resolvi dar um giro para ver se estava tudo certo. Estava tudo certo, mas o pessoal de Fortal dirige muito nervoso e quase fui atropelado logo de cara. Na véspera de competição fui ao simpósio e conhecia apenas um atleta. Farei minha prova e não me importarei com os outros. Antes de fazer a inscrição queria saber quem iria correr porque teria troféu até o quinto no geral e como havia ficado em oitavo no ½ iron tive uma certa pretensão que poderia tentar ficar em quinto. Tirei este pensamento da cabeça e o negócio era fazer minha prova. Soube após a competição que os atletas já me conheciam pelo meu resultado do ½ iron e já haviam falado que seria um candidato a brigar pelo quinto lugar. Havia dois candidatos para ficar com o primeiro lugar. Somente vim conhecer quem eram quando a prova acabou. As 06:00h foi dado a largada na lagoa do banana em Cumbuco – Fortaleza. Depois de algumas braçadas percebi que um atleta estava sempre no mesmo ritmo que eu. Resolvi ficar nadando na sua esteira para poupar energia. Deu tudo certo. Apenas durante um momento este atleta errou o caminho porque o sol estava na cara e acabei indo em direção errada junto com ele. Perdemos pouco tempo e seguimos o caminho. Sai da água respectivamente bem dentro do meu ritmo de natação e sai para pedalar. Não sabia em que colocação estava porque os atletas que estavam fazendo a distância de ½ iron já estavam pedalando. Estava com dores nas costas e meio desanimado. Quando entrei na terceira volta de ciclismo me informaram que eu estava em terceiro e a cinco minutos do líder. Aquilo me deu novamente animo e resolvi crescer na competição. Quase no final da terceira volta comecei a liderar a prova. O atleta que estava em segundo não deixou barato e foi para a ponta. Não fiquei preocupado e mantive este no visual e fomos para a quarta e última volta de ciclismo. A cada volta do ciclismo havia uma pernada de 20km com vento forte. A cada volta o vento estava mais forte e a previsão era ter ventos de 24km/h. Comecei a ter fortes câimbras nas cochas e tive que manter um giro bom sem fazer força para não travar tudo. Na metade da última volta, mesmo mantendo apenas giro forte, alcancei o líder que estava muito cansado e passei a liderar novamente. Estava com o vento forte na cara e mantive o ritmo. Faltando 13km para terminar coloquei um ritmo firme no pedal e comecei a observar quem estava trás, pois eu estava no sentido de retorno à área de transição e eles ainda estavam indo. Percebi que havia aumentado a distância do segundo e terceiro lugar. Terminei o ciclismo como líder e ao descer da bike tiver uma forte câimbra na cocha. Mantive a calma e esperei a perna relaxar. Consegui prosseguir dentro da área de transição, mas tive câimbra nas panturrilhas para colocar o tênis. Com calma e relaxado sai para correr me sentindo bem e com as pernas soltas mesmo após as câimbras. No inicio da corrida percebi que estava mais ou menos um quilômetro na frente do segundo colocado e os outros vinham um pouco mais atrás. Corri 3km e entrei para correr em uma estrada aonde estava calculado uma temperatura de 40 graus e não havia uma sombra. Comecei a sentir a temperatura do corpo subir muito. Era uma hora da tarde e o sol estava muito forte. Tentava manter um ritmo bom para não perder muito a diferença que havia colocado dos outros atletas. Estava muito difícil e precisava de gelo para baixar a temperatura do corpo. Podia ver o posto de abastecimento no final da subida e estava a quase 2km de distância. Parecia uma eternidade. Consegui chegar ao posto e refresquei o corpo como pude. Muita água, cuidado com alimentação, e sempre olhando o relógio para manter o ritmo e não esquecer de me hidratar e alimentar. Perto do 15km um staff falou que eu estava bem e que o segundo vinha um pouco mais rápido que eu, mas estava distante uns dez minutos. Os outros atletas não apresentavam risco. Um carro passou e falou que quem iria ganhar era o cearense que vinha atrás. Sabia que ainda havia muita prova e muita coisa podia mudar. Mantive a calma, tinha experiência neste tipo de prova e já havia corrido em provas quentes. Concentração e mantive o ritmo. Bolhas sendo sentidas dentro do tênis. Dou uma parada para acertar a meia de forma mais confortável e sigo em frente. No km 30 sou informado que o segundo esta 1.4km atrás de mim. Os outros atletas também estavam sendo informados das distâncias entre eles e do líder. Sabia que o ritmo teria que ser aumentado e a hora estava chegando. Estava bem porem com as pernas bem sensíveis a terem câimbras. Fui aumenta um pouco a velocidade e queria chegar quando tivesse 5km para terminar a maratona com cinco minutos na frente do segundo assim se eu tivesse correndo fraco e ele forte iríamos chegar quase juntos, porém estaria mais descansado para dar um arranque final. Faltando 5km para terminar me avisaram que ele estava com menos de três minutos de diferença. Estava me sentindo bem e comecei a correr forte. A esta altura já estava entrando na beira mar, moto parando transito, sirene tocando, pessoas parando para assistir e aplaudir, eu era o líder do primeiro ironman de Fortaleza e não iria vender barato o primeiro lugar. Aumentava o ritmo consciente para não fazer bobeira e travar a perna. Faltava 2km para terminar a competição e o segundo estava dois minutos atrás. Todos aplaudiam e falavam que já era o campeão. Corria firme e consciente para a vitória. Muita emoção e cumprimentos. Finalmente após 10:39’ de competição com muito vento e calor avistava o tapete vermelho e a faixa de chegada. Eu era o cara. Eu era o líder. Eu sou o campeão do primeiro Triathlon Longão Cabra da Peste e Mulher Guerreira de Fortaleza 2004. Obrigado ao meu staff que me acompanhou durante a corrida me dando todo apoio que pedi, ao povo de Fortaleza que esta sempre alegre e receptivo e aos novos amigos atletas que sorriram com muito orgulho com minha vitória. Estão todos de parabéns.
Um sonho de cinco anos
Depois de 5 anos tentando a vaga para o Campeonato Mundial de Ironman do Havaí, Carlos Paiva realizou seu sonho. Sonho de muitos triathletas que acreditam ser uma missão quase impossível. Pois é, quem acredita, tem fé e determinação, alcança. Carlos esteve entre os 1.500 melhores ironman do mundo no dia 19 de outubro de 2002. É uma semana de muita festa com direito a desfile dos países participantes. Cerca de 23 atletas brasileiros estavam presentes, alguns com seus familiares e amigos que deram tanta força e tiveram compreensão nas horas e horas de treinamento. O desfile dos brasileiros foi uma festa só. Fernanda Keller em um carro à frente seguida pelos brasileiros balançando a bandeira brasileira como em um desfile de samba e um "carrinho Mustang" tocando músicas nacionais. Todos sacudiram e aplaudiram. Em Kona, local da competição, tudo foi estruturado para receber os Homens de Ferro. Os atletas treinam na orla da praia com direito a isotônico e estar ao lado dos melhores triathletas do mundo. Voluntários desde os adolescentes aos idosos, com plena satisfação em resolver os problemas.
Carlos nadou os 3.800m como previsto com direito a apreciar os peixes do Oceano Pacífico tão azul. Pedalou bem na estrada cercada de pedras dos vulcões e com o vento forte de Hawi. Hawi é aonde o vento faz a curva. Retorno dos 100km de ciclismo aonde os atletas passam por mais uma dificuldade e surpresa das dificuldades do Havaí. Até o quilometro 155 estava tudo bem, depois houve um estalo e Carlos teve uma surpresa ao olhar para baixo e ver sua bicicleta quebrada no local do banco. Parar nem prensar. Tanto sacrifício para estar ali, não seria a falta de um lugar para sentar que acabaria com um sonho. Colocou a peça quebrada com o selim em cima do guidão e terminou os 25km restantes pedalando em pé. O objetivo da prova passou a ser outro. Atletas passavam e diziam palavras de apoio. Uns falavam bom trabalho, outros falavam que seria um ótimo exercício para minhas pernas, outros falavam “merda” e as pessoas que assistiam e davam bebidas e comidas para os competidores diziam para ir em frete e aplaudiam. Falta de incentivo não faltou. Como a bicicleta ficou instável, Carlos alem de estar em pé na bicicleta teve que pedalar por cima dos sapatos usado para pedalar, pois com o pé preso na bicicleta teria um risco de queda. Com as pernas um pouco mais cansadas do que o previsto e com uma bolha debaixo de cada dedão do pé por estar pedalando por cima dos sapatos restava saber como seria correr os 42.195m metros finais. Carlos não quis saber e correu forte a maratona. Entrou no “LAB”, uma estrada que corta o Laboratório de Pesquisa de Energia do Havaí, aonde o calor chega aos 40 graus e os atletas estão com cerca de 30km de maratona, e continuou correndo parando apenas para colocar um esparadrapo no pé. Cruzou a linha de chegada numa alegria só, terminando esta dura competição com 10:50h e ficando entre os 36% melhores Ironman do mundo. Sem fé e determinação nada seria possível.
Carlos nadou os 3.800m como previsto com direito a apreciar os peixes do Oceano Pacífico tão azul. Pedalou bem na estrada cercada de pedras dos vulcões e com o vento forte de Hawi. Hawi é aonde o vento faz a curva. Retorno dos 100km de ciclismo aonde os atletas passam por mais uma dificuldade e surpresa das dificuldades do Havaí. Até o quilometro 155 estava tudo bem, depois houve um estalo e Carlos teve uma surpresa ao olhar para baixo e ver sua bicicleta quebrada no local do banco. Parar nem prensar. Tanto sacrifício para estar ali, não seria a falta de um lugar para sentar que acabaria com um sonho. Colocou a peça quebrada com o selim em cima do guidão e terminou os 25km restantes pedalando em pé. O objetivo da prova passou a ser outro. Atletas passavam e diziam palavras de apoio. Uns falavam bom trabalho, outros falavam que seria um ótimo exercício para minhas pernas, outros falavam “merda” e as pessoas que assistiam e davam bebidas e comidas para os competidores diziam para ir em frete e aplaudiam. Falta de incentivo não faltou. Como a bicicleta ficou instável, Carlos alem de estar em pé na bicicleta teve que pedalar por cima dos sapatos usado para pedalar, pois com o pé preso na bicicleta teria um risco de queda. Com as pernas um pouco mais cansadas do que o previsto e com uma bolha debaixo de cada dedão do pé por estar pedalando por cima dos sapatos restava saber como seria correr os 42.195m metros finais. Carlos não quis saber e correu forte a maratona. Entrou no “LAB”, uma estrada que corta o Laboratório de Pesquisa de Energia do Havaí, aonde o calor chega aos 40 graus e os atletas estão com cerca de 30km de maratona, e continuou correndo parando apenas para colocar um esparadrapo no pé. Cruzou a linha de chegada numa alegria só, terminando esta dura competição com 10:50h e ficando entre os 36% melhores Ironman do mundo. Sem fé e determinação nada seria possível.
Como surgiu um triathleta
Tive minha adolescência sempre envolvido com alguma atividade física. Nascido em Santos não poderia deixar de gostar de esportes na praia. Adorava velejar, surfar, bater frescobol, correr, sem preocupação de tempo e pulso, na beira do mar apreciando as garotinhas (como era mais agradável correr nesta época), ficar perto dos canais fazendo barras, flexões e abdominais, atividades de um vida boa na beira do mar. Nunca para competição, somente para manter o bem estar do corpo. É lógico que esta vida boa era somente nos finais de semana e feriados, afinal levava os estudos a sério, pois queria fazer faculdade, e esta meta foi concluída com êxito.
Quando comecei a trabalhar no interior acabou esta moleza de academia gratuita (praia) e comecei a pensar em entrar em uma academia. Ficar em quatro paredes puxando ferro não era meu estilo e optei pelas artes marciais. Depois de assistir uma aula de cada modalidade optei pelo KUNG-FU. Levei a sério porém depois de alguns anos tive um problema de costela e abandonei. Casei e entrei em uma vida meio sedentária em termos de treinamento. Resolvi voltar ao KUNG-FU e de quebra comecei a treinar KARATÊ, pois era de graça e no local de trabalho. Após um tempo acabei quebrando um pé no KUNG-FU de bobeira e tive que ficar quarenta e cinco dias sem botar o pé no chão. O lado bom foi que fiquei sem trabalhar, mas o lado ruim é que nunca fiquei tanto tempo parado em minha vida. Certo dia estava assistindo televisão, como já era uma rotina de quem não pode andar, e assisti uma competição de triathlon-kid. Lembrei que um amigo já havia falado sobre a difícil disputa que era o triathlon e como era interessante. Pensei, gosto de nadar, correr e pedalar. Passei a infância e adolescência toda andando de bicicleta. Vou tentar esta "impossível" façanha. Comecei a "treinar" sem compromisso as três modalidades para ver se conseguia simplesmente terminar um Short-Triathlon. Peguei informações com um amigo que já competia na modalidade e peguei uma revista "Trekking" que tinha uma reportagem sobre o triathlon com uma planilha básica de treinamento. Segui esta planilha por um bom tempo.
Começou o ano de 1993 e fui assistir uma competição de triathlon em Santos para ver alguns detalhes de largada, transição e equipamentos. Adorei a prova e não via a hora de fazer a inscrição para a próxima etapa. Levei os treinamentos da planilha a sério, nunca esquecendo que era somente um hobby e não poderia atrapalhar minha vida e serviço. Uma semana antes fui ao local da largada e fiz um Short-Triathlon sozinho como treinamento. Hoje eu sei que não se treina uma competição para competir.
Hora da largada, cinco minutos pareciam meia hora. A sirene tocou e até hoje tenho este som na cabeça. Sai para nadar como um desesperado. Nadei, nadei, nadei e estava em primeiro porém não sai daquele lugar e todo mundo começou a me ultrapassar e eu nem tinha alcançado a primeira bóia. Olhei para o lado e ainda tinha gente com água no peito. Levantei e observei que até então era ora de mergulhar e não nadar desesperadamente (pode dar risada, eu também ri). Haviam bastante ondas. Voltei a nadar novamente e a bóia não chegava. Olhei o mar bravo e pensei em desistir, pois nunca fui nadador. Tive um momento de reflexão e lembrei, treinei estas distâncias três meses sem problema, porque não conseguiria completar mais uma vez. Mergulhei a cabeça na água e não quis saber a distância da bóia. Quando prestei atenção estava do lado dela e dai por diante foi só deixar a competição desenrolar e esperar o final da prova. A corrida era a preocupação: Será que conseguirei completar esta longa prova sem precisar andar. Chegou a linha final e foi só alegria. Esposa, mãe, pai, periquito, cachorro e tudo que tinha direito para dar os parabéns. Que alegria. Dai por diante o objetivo seria abaixar os meus tempos. Segunda competição o tempo havia abaixado. Terceira também. Quarta seria a decepção e raiva. Havia treinado mais e o tempo havia piorado. Primeira experiência: cada competição é uma competição e depende muito do seu dia e do clima. Com esta pequena perda simplesmente pessoal (perdi para mim mesmo) percebi que todo dia se alguém ganha é óbvio que alguém perde e este alguém muitas vezes é você, porém podemos perder alguma colocação, mas a experiência de vida ninguém tira de você (momento Cafússio).
Superado o medo do Short resolvi competir em um olímpico. Fiz até plano de saúde em respeito a competição. Completei a prova e fiquei melhor colocado que no Short. Aí veio a correlação: Se em uma competição em dobro de distância do Short eu foi melhor, em um ½ IronMan eu vou melhor ainda (pode rir novamente). Fui melhorando gradativamente sem pretensões até que chegou a hora de escolher um técnico para treinamento. A melhora foi significativa e os objetivos já eram mais ousados. Resolvi fazer o primeiro 1/2 Iron. Fui bem na prova porém queria saber porque no quilometro quinze amarram uma ancora no nosso pé? Há, se fui melhor colocado do que no olímpico? Digamos que os mesmos feras do olímpico estavam no ½ Iron. IronMan completo, nem pensar!. Somente minha esposa acreditou. Dois anos depois descobri que o treinamento para o IronMan não era tão além do que no ½ Iron e lá estava eu completando meu primeiro IronMan.
Interessante o que as pessoas dizem para você. Algumas elogiam de coração, outras elogiam, mas na verdade estão falando "pô, treinou tanto para não ganhar" e outras falam "você não vai agüentar muito tempo treinando assim... quando casar não vai ter mais tempo para isto.... quando teu filho(a) nascer esta moleza vai acabar.... o "trampo" vai pegar e você não vai agüentar". Passei por tudo isto e aprendi que se tiver determinação, boa vontade, disciplina e abrir um pouco de mão de uma coisinha ou outra, você consegue. Se tirar quinze minutos de quatro tarefas, os quinze minutos não vão atrapalhar muito, mas já esta com uma hora de treino. Não de desculpa de chegar em casa e não brincar com o filho ou dar "assistência" a mulher. No mínimo pode ficar uma hora com cada. O tempo mínimo para ver um filme que acaba com um final babaca ou ver dois jornais que vão lhe dar gastrite. Sobrou muito tempo, leve a família para passear.
As olimpíadas que se torna interessante. O atleta que ganha olha para o cronômetro e dá um soco no ar reclamando porque não bateu o recorde mundial, o segundo reclama que por pouco não ficou em primeiro e o terceiro sorri porque conseguiu um pódio. Um absurdo é a medalha de ouro ser de prata foliada a ouro. Os organizadores ganham tanto dinheiro que não da para fazer uma medalha toda de ouro. Não venha com esta de é apenas simbólico porque ninguém treinou de forma simbólica. E o mais absurdo sendo o esporte um sinônimo de saúde os atletas tomarem "bombas", sabendo que poderá prejudicar a saúde, para ganhar uma competição. Eu iria dormir com a impressão de ter ficado rico roubando dos pobres. Bem, é apenas uma opinião pessoal.
Bem o que aprendi com tudo isto até hoje: Esporte é saudável, porém tudo que é demais e de forma errada prejudica. Composições milagrosas podem te dar alguns pódios porém sua saúde pode ficar comprometida e tira a razão da saúde do esporte. Se você começar cedo em alguma atividade pode ter chance de ser um campeão olímpico porém pode logo ficar de saco cheio de treinar e dai por diante ser somente mais um bolo fofo sedentário. Começando cedo você também pode ser interrompido pelos estudos, pelo trabalho ou pela família, porém se você for determinado e souber dividir seu tempo nada irá te atrapalhar. Começar tarde tem o lado bom, você já esta com o rumo mais ou menos certo e é tudo por prazer e saúde.
O que combina com o esporte: Deus, natureza, saúde, disciplina, responsabilidade, determinação, boa alimentação e boas amizades. O que não combinam com o esporte: Drogas, brigas, mau humor e péssimas amizades. Espero que tenham gostado e quem quiser entrar no esporte não irá se arrepender. É só encontrar o esporte que mais lhe agrada. Não seja um chato que só sabe fazer e falar sobre o seu esporte. Curta a vida.
Quando comecei a trabalhar no interior acabou esta moleza de academia gratuita (praia) e comecei a pensar em entrar em uma academia. Ficar em quatro paredes puxando ferro não era meu estilo e optei pelas artes marciais. Depois de assistir uma aula de cada modalidade optei pelo KUNG-FU. Levei a sério porém depois de alguns anos tive um problema de costela e abandonei. Casei e entrei em uma vida meio sedentária em termos de treinamento. Resolvi voltar ao KUNG-FU e de quebra comecei a treinar KARATÊ, pois era de graça e no local de trabalho. Após um tempo acabei quebrando um pé no KUNG-FU de bobeira e tive que ficar quarenta e cinco dias sem botar o pé no chão. O lado bom foi que fiquei sem trabalhar, mas o lado ruim é que nunca fiquei tanto tempo parado em minha vida. Certo dia estava assistindo televisão, como já era uma rotina de quem não pode andar, e assisti uma competição de triathlon-kid. Lembrei que um amigo já havia falado sobre a difícil disputa que era o triathlon e como era interessante. Pensei, gosto de nadar, correr e pedalar. Passei a infância e adolescência toda andando de bicicleta. Vou tentar esta "impossível" façanha. Comecei a "treinar" sem compromisso as três modalidades para ver se conseguia simplesmente terminar um Short-Triathlon. Peguei informações com um amigo que já competia na modalidade e peguei uma revista "Trekking" que tinha uma reportagem sobre o triathlon com uma planilha básica de treinamento. Segui esta planilha por um bom tempo.
Começou o ano de 1993 e fui assistir uma competição de triathlon em Santos para ver alguns detalhes de largada, transição e equipamentos. Adorei a prova e não via a hora de fazer a inscrição para a próxima etapa. Levei os treinamentos da planilha a sério, nunca esquecendo que era somente um hobby e não poderia atrapalhar minha vida e serviço. Uma semana antes fui ao local da largada e fiz um Short-Triathlon sozinho como treinamento. Hoje eu sei que não se treina uma competição para competir.
Hora da largada, cinco minutos pareciam meia hora. A sirene tocou e até hoje tenho este som na cabeça. Sai para nadar como um desesperado. Nadei, nadei, nadei e estava em primeiro porém não sai daquele lugar e todo mundo começou a me ultrapassar e eu nem tinha alcançado a primeira bóia. Olhei para o lado e ainda tinha gente com água no peito. Levantei e observei que até então era ora de mergulhar e não nadar desesperadamente (pode dar risada, eu também ri). Haviam bastante ondas. Voltei a nadar novamente e a bóia não chegava. Olhei o mar bravo e pensei em desistir, pois nunca fui nadador. Tive um momento de reflexão e lembrei, treinei estas distâncias três meses sem problema, porque não conseguiria completar mais uma vez. Mergulhei a cabeça na água e não quis saber a distância da bóia. Quando prestei atenção estava do lado dela e dai por diante foi só deixar a competição desenrolar e esperar o final da prova. A corrida era a preocupação: Será que conseguirei completar esta longa prova sem precisar andar. Chegou a linha final e foi só alegria. Esposa, mãe, pai, periquito, cachorro e tudo que tinha direito para dar os parabéns. Que alegria. Dai por diante o objetivo seria abaixar os meus tempos. Segunda competição o tempo havia abaixado. Terceira também. Quarta seria a decepção e raiva. Havia treinado mais e o tempo havia piorado. Primeira experiência: cada competição é uma competição e depende muito do seu dia e do clima. Com esta pequena perda simplesmente pessoal (perdi para mim mesmo) percebi que todo dia se alguém ganha é óbvio que alguém perde e este alguém muitas vezes é você, porém podemos perder alguma colocação, mas a experiência de vida ninguém tira de você (momento Cafússio).
Superado o medo do Short resolvi competir em um olímpico. Fiz até plano de saúde em respeito a competição. Completei a prova e fiquei melhor colocado que no Short. Aí veio a correlação: Se em uma competição em dobro de distância do Short eu foi melhor, em um ½ IronMan eu vou melhor ainda (pode rir novamente). Fui melhorando gradativamente sem pretensões até que chegou a hora de escolher um técnico para treinamento. A melhora foi significativa e os objetivos já eram mais ousados. Resolvi fazer o primeiro 1/2 Iron. Fui bem na prova porém queria saber porque no quilometro quinze amarram uma ancora no nosso pé? Há, se fui melhor colocado do que no olímpico? Digamos que os mesmos feras do olímpico estavam no ½ Iron. IronMan completo, nem pensar!. Somente minha esposa acreditou. Dois anos depois descobri que o treinamento para o IronMan não era tão além do que no ½ Iron e lá estava eu completando meu primeiro IronMan.
Interessante o que as pessoas dizem para você. Algumas elogiam de coração, outras elogiam, mas na verdade estão falando "pô, treinou tanto para não ganhar" e outras falam "você não vai agüentar muito tempo treinando assim... quando casar não vai ter mais tempo para isto.... quando teu filho(a) nascer esta moleza vai acabar.... o "trampo" vai pegar e você não vai agüentar". Passei por tudo isto e aprendi que se tiver determinação, boa vontade, disciplina e abrir um pouco de mão de uma coisinha ou outra, você consegue. Se tirar quinze minutos de quatro tarefas, os quinze minutos não vão atrapalhar muito, mas já esta com uma hora de treino. Não de desculpa de chegar em casa e não brincar com o filho ou dar "assistência" a mulher. No mínimo pode ficar uma hora com cada. O tempo mínimo para ver um filme que acaba com um final babaca ou ver dois jornais que vão lhe dar gastrite. Sobrou muito tempo, leve a família para passear.
As olimpíadas que se torna interessante. O atleta que ganha olha para o cronômetro e dá um soco no ar reclamando porque não bateu o recorde mundial, o segundo reclama que por pouco não ficou em primeiro e o terceiro sorri porque conseguiu um pódio. Um absurdo é a medalha de ouro ser de prata foliada a ouro. Os organizadores ganham tanto dinheiro que não da para fazer uma medalha toda de ouro. Não venha com esta de é apenas simbólico porque ninguém treinou de forma simbólica. E o mais absurdo sendo o esporte um sinônimo de saúde os atletas tomarem "bombas", sabendo que poderá prejudicar a saúde, para ganhar uma competição. Eu iria dormir com a impressão de ter ficado rico roubando dos pobres. Bem, é apenas uma opinião pessoal.
Bem o que aprendi com tudo isto até hoje: Esporte é saudável, porém tudo que é demais e de forma errada prejudica. Composições milagrosas podem te dar alguns pódios porém sua saúde pode ficar comprometida e tira a razão da saúde do esporte. Se você começar cedo em alguma atividade pode ter chance de ser um campeão olímpico porém pode logo ficar de saco cheio de treinar e dai por diante ser somente mais um bolo fofo sedentário. Começando cedo você também pode ser interrompido pelos estudos, pelo trabalho ou pela família, porém se você for determinado e souber dividir seu tempo nada irá te atrapalhar. Começar tarde tem o lado bom, você já esta com o rumo mais ou menos certo e é tudo por prazer e saúde.
O que combina com o esporte: Deus, natureza, saúde, disciplina, responsabilidade, determinação, boa alimentação e boas amizades. O que não combinam com o esporte: Drogas, brigas, mau humor e péssimas amizades. Espero que tenham gostado e quem quiser entrar no esporte não irá se arrepender. É só encontrar o esporte que mais lhe agrada. Não seja um chato que só sabe fazer e falar sobre o seu esporte. Curta a vida.
Fatos interessantes
Alguns fatos ocorreram comigo outros não.
1.Ficar perguntando qual é a melhor lamina de barbear para ficar com a perna mais lisa e ter melhor desempenho na natação.
2.Perguntar se o seu pneu com 300km esta muito gasto para fazer um IRON.
3.Ficar em dúvida até a última hora se leva um ou dois pneus sobressalentes no Iron.
4.Ficar vendo e experimentando o que os outros atletas comem ou irão comer no IRON na véspera da prova.
5.Ir fazer uma competição fora do pais e não entender como é a saída da transição e ser o único mané a sair pelo lado errado.
6.Abrir os braços na hora da largada para ter meia cabeça de vantagem.
7.Ajeitar o óculos de natação com maior carinho e no primeiro mergulho sair tudo do lugar.
8.Sair nadando com água no joelho.
9.Sair da água e não conseguir ficar de pé por não sentir as pernas.
10.Sair tonto da água e não entender os números nos cavaletes.
11.Não achar seus equipamentos na hora de fazer a transição.
12.Ir colocar o capacete e não achar o lado certo e nem conseguir afivelalo.
13.Sair correndo empurrando a bike com a sapatilha no pé (quem esta assistindo se diverte).
14.Fazer a primeira competição de bike CECI (na falta de, vai tu mesmo).
15.Preparar com carinho o que vai comer durante a competição e na hora de pegar deixar cair no chão e seguir caminho dando adeus para as guloseimas.
16.Ajeitar o seu “colega” dentro da sunga achando que ninguém esta olhando e quando percebe uma garota esta olhando para sua cara.
17.Ficar rolando no chão para alongar as costas e os colegas que passam perguntam se esta passando bem.
18.Ver um cara competindo entrar em um caminho totalmente diferente. Você acha que ele errou o caminho e na verdade ele foi no matinho.
19.Ficar olhando a garota da frente puxar o biquini e pensar que ela quer mostrar algo para você e na verdade você recebe um jato de urina na cara (verídico, felizmente não comigo).
20.Não enterder o que é água em alemão e achar que é algum tipo de carboidrato e ficar procurando pela água. Pior é quando você acha a água e percebe que aquele copo tem água com gas e você não quer.
21.Ser atropelado pelo staff
22.Ficar dando lacinho no cadarço para começar a correr.
23.Sair para correr após o pedal e parecer que esta em camera lenta.
24.Correr com caimbra do pescoço ao dedão do pé com cara de “estou bem”.
25.Sair para correr sentindo bem e as pessoas falarem: “este ai não chega no final”.
26.Beber isotônico no copo e acertar o olho (como arde).
27.Engasgar com um pedaço de plástico do saquinho de água.
28.Parar no meio da corrida, olhar para o lado e dar meia volta para ser o “esperto” e chegar na frente (na frente de quem?).
29.Não ir correr uma etapa e ver os seus colegas correndo e observar como para quem esta assistindo parece que todo mundo esta correndo lento. (Agora entendo porque tudo mundo fala: vaai......vaaai....vaaaai..... com aquele ar de “veio aqui para passear”).
30.No dia seguinte todo mundo perguntando se ganhou. Não importa a posição, se não for o primeiro vai receber um parabens meio falço. Se a competição tiver 1.000 atletas e chegou em 100 no geral, pior ainda.
PS. Se armazenarmos todos os gazes dos atletas na véspera e após o Iron, conseguiremos iluminar uma cidade.
1.Ficar perguntando qual é a melhor lamina de barbear para ficar com a perna mais lisa e ter melhor desempenho na natação.
2.Perguntar se o seu pneu com 300km esta muito gasto para fazer um IRON.
3.Ficar em dúvida até a última hora se leva um ou dois pneus sobressalentes no Iron.
4.Ficar vendo e experimentando o que os outros atletas comem ou irão comer no IRON na véspera da prova.
5.Ir fazer uma competição fora do pais e não entender como é a saída da transição e ser o único mané a sair pelo lado errado.
6.Abrir os braços na hora da largada para ter meia cabeça de vantagem.
7.Ajeitar o óculos de natação com maior carinho e no primeiro mergulho sair tudo do lugar.
8.Sair nadando com água no joelho.
9.Sair da água e não conseguir ficar de pé por não sentir as pernas.
10.Sair tonto da água e não entender os números nos cavaletes.
11.Não achar seus equipamentos na hora de fazer a transição.
12.Ir colocar o capacete e não achar o lado certo e nem conseguir afivelalo.
13.Sair correndo empurrando a bike com a sapatilha no pé (quem esta assistindo se diverte).
14.Fazer a primeira competição de bike CECI (na falta de, vai tu mesmo).
15.Preparar com carinho o que vai comer durante a competição e na hora de pegar deixar cair no chão e seguir caminho dando adeus para as guloseimas.
16.Ajeitar o seu “colega” dentro da sunga achando que ninguém esta olhando e quando percebe uma garota esta olhando para sua cara.
17.Ficar rolando no chão para alongar as costas e os colegas que passam perguntam se esta passando bem.
18.Ver um cara competindo entrar em um caminho totalmente diferente. Você acha que ele errou o caminho e na verdade ele foi no matinho.
19.Ficar olhando a garota da frente puxar o biquini e pensar que ela quer mostrar algo para você e na verdade você recebe um jato de urina na cara (verídico, felizmente não comigo).
20.Não enterder o que é água em alemão e achar que é algum tipo de carboidrato e ficar procurando pela água. Pior é quando você acha a água e percebe que aquele copo tem água com gas e você não quer.
21.Ser atropelado pelo staff
22.Ficar dando lacinho no cadarço para começar a correr.
23.Sair para correr após o pedal e parecer que esta em camera lenta.
24.Correr com caimbra do pescoço ao dedão do pé com cara de “estou bem”.
25.Sair para correr sentindo bem e as pessoas falarem: “este ai não chega no final”.
26.Beber isotônico no copo e acertar o olho (como arde).
27.Engasgar com um pedaço de plástico do saquinho de água.
28.Parar no meio da corrida, olhar para o lado e dar meia volta para ser o “esperto” e chegar na frente (na frente de quem?).
29.Não ir correr uma etapa e ver os seus colegas correndo e observar como para quem esta assistindo parece que todo mundo esta correndo lento. (Agora entendo porque tudo mundo fala: vaai......vaaai....vaaaai..... com aquele ar de “veio aqui para passear”).
30.No dia seguinte todo mundo perguntando se ganhou. Não importa a posição, se não for o primeiro vai receber um parabens meio falço. Se a competição tiver 1.000 atletas e chegou em 100 no geral, pior ainda.
PS. Se armazenarmos todos os gazes dos atletas na véspera e após o Iron, conseguiremos iluminar uma cidade.
História do Triathlon
Etimologicamente “athlon” significa combate, daí o nome triathlon; três combates (natação, ciclismo e pedestrianismo).
Na região da Grécia, em Lemmos,surgiu o principio do Triathlon. Tudo começou quando Jasão, cansado de ver seu amigo Peleu, um excelente atleta, perder todas as provas de modalidades específicas, instituiu uma competição chamado Pentathlon. Essa competição consistia de cinco provas: Arremesso de disco, arremesso do martelo, corrida, salto em distância e luta. Peleu venceu a prova e foi coroado o primeiro atleta completo.
Em San Diego no ano de 1974 num clube de atletismo que, ao dar férias para seus atletas, passava uma planilha de treinamentos que constava principalmente de exercícios de natação e ciclismo para que os atletas descansassem um pouco dos treinos e competições de atletismo. Ao voltarem das férias, os treinadores faziam um teste com seus atletas, para saberem se eles tinham cumprido a planilha de treinamento. Estes atletas teriam que nadar 500 metros na piscina do clube, pedalar 12 km em um condomínio fechado existente ao lado do clube e finalmente corriam 5 km na pista de atletismo. Os atletas gostaram tanto da brincadeira que pediram para os treinadores repetirem a dose nas férias seguintes.
O ironman surgiu no Havaí. O ironman nasceu como uma aposta louca para se conhecer os limites da resistência humana, até então aceitável eram os 42,195 Km da lendária maratona do grego Feidípides. Tudo começou em torno das canecas cheias de cerveja na Brasserie primo Brewery, Honolulu. Capital do Estado do Havaí, que fica na Ilha de Oahu. Era uma dezena de marinheiros com idades variando entre 30 e 40 anos, afogando na cerveja a amargura de uma derrota numa corrida de revezamento super rápida, em que haviam sido batidos por jovens mariners. Inconformados com a derrota, eles se perguntavam como poderiam provar que eles eram mais resistentes e ainda capazes de ganhar dos mais jovens. Qual a prova havaiana que representava o maior desafio? Seriam os 3.800 metros de natação da tradicional Waikiki Rough Water Swim ? Ou 180 Km de ciclismo da famosa Around the Island Bike Race? Ou ainda os intermináveis 42,195 Km da maratona de Honolulu?
Um capitão da marinha, de 42 anos, John Collins, levantou-se e lançou o desafio: A prova mais dura seria aquela que englobasse as três provas mais difíceis da ilha juntas e no mesmo dia. Todo mundo riu, no que ele completou: “Conheço 11 pessoas que conseguiriam ir até o fim“. A idéia fez seu caminho e alguns meses depois daquele fim de tarde de Outubro de 1977, mais precisamente no dia 18 de Fevereiro de 1978, 15 homens, na sua maioria corredores ou nadadores se apresentaram para a largada do primeiro ironman da história. Eles não podiam imaginar que estavam escrevendo uma página importante, a primeira, aliás, da história de um novo esporte que em poucos anos iria se difundir pelo mundo inteiro e conquistar milhões de adeptos.
Um motorista de táxi de Honolulu, John Haller, foi o primeiro “homem de ferro” a completar a prova com o tempo de 11 horas 46 minutos e 58 segundos. Dos 15 que largaram em Waikiki Beach, 12 completaram. A prova que ninguém acreditava possível havia encontrado seu nome e seu primeiro herói. Em 1982 a quinta edição da prova ganhou patrocinador, a cerveja Bud Light. Ela ganhou dimensões e hoje apenas 1.500 atletas podem participar sendo a única prova do mundo a ter uma seletiva. O ironman é um sucesso de público e critica, o maior “Best-Seller” do triathlon, a prova referência como modelo de organização, alegria e distância.
E foi exatamente por causa do ironman, e não poderia ser outra maneira, que surgiram os primeiros triathletas tupiniquins e depois deles as primeiras provas.
A primeira prova de triathlon no Brasil não foi bem um triathlon. Foi algo mais para “La Course Des Débrouillards” dos anos 40 na França, do que para o ironman havaiano. Tudo aconteceu em 7 de Fevereiro de 1982, como uma espécie de gincana, batizada de “Corrida Alegre 82”, mas cujo subtítulo acabou ficando consagrado, principalmente pela imprensa: O primeiro triathlon do Rio de Janeiro.
As distâncias e a ordem da etapas eram para os padrões atuais no mínimo esdrúxulas. Começava-se nadando 950 metros, depois calçava-se os tênis e ia-se correndo 7,5 Km e por último pedalava-se 15 Km.
No dia 14 de Maio de 1983 os brasileiros iriam finalmente conhecer um triathlon de verdade, na ordem certa e com distâncias proporcionais: 1.000 metros de natação, 43 Km de ciclismo e 11 Km de corrida. O local escolhido foi novamente o Aterro do Flamengo no Rio de Janeiro.
As distância mais usadas nas competições de triathlon são:
Ultraman.
10 km natação
421 km ciclismo
84 km corrida
Ironman - Precursora do esporte a nível mundial.
3.800 m de natação
180 Km de ciclismo
42,195 Km de corrida
Meio Ironman - Usado em seletivas para o ironman.
1.900 m de natação
90 Km de ciclismo
21 Km de corrida
Olímpico - Medida padronizada mundialmente para o ingresso do triathlon nas olimpíadas de 2000.
1.500 m de natação
40 Km de ciclismo
10 Km de corrida
Short - Criada com intuito de facilitar a massificação do triathlon no Brasil.
750 m de natação
20 Km de ciclismo
5 Km de corrida
Iron Kids - Criada especificamente para a criançada.
100 m a 400 m de natação
1,5 Km a 3 Km de ciclismo
400 m a 800 m de corrida
Existem competições de Biathlon (natação e corrida), Duathlon (corrida e ciclismo) e Aquathlon (corrida e natação).
Na região da Grécia, em Lemmos,surgiu o principio do Triathlon. Tudo começou quando Jasão, cansado de ver seu amigo Peleu, um excelente atleta, perder todas as provas de modalidades específicas, instituiu uma competição chamado Pentathlon. Essa competição consistia de cinco provas: Arremesso de disco, arremesso do martelo, corrida, salto em distância e luta. Peleu venceu a prova e foi coroado o primeiro atleta completo.
Em San Diego no ano de 1974 num clube de atletismo que, ao dar férias para seus atletas, passava uma planilha de treinamentos que constava principalmente de exercícios de natação e ciclismo para que os atletas descansassem um pouco dos treinos e competições de atletismo. Ao voltarem das férias, os treinadores faziam um teste com seus atletas, para saberem se eles tinham cumprido a planilha de treinamento. Estes atletas teriam que nadar 500 metros na piscina do clube, pedalar 12 km em um condomínio fechado existente ao lado do clube e finalmente corriam 5 km na pista de atletismo. Os atletas gostaram tanto da brincadeira que pediram para os treinadores repetirem a dose nas férias seguintes.
O ironman surgiu no Havaí. O ironman nasceu como uma aposta louca para se conhecer os limites da resistência humana, até então aceitável eram os 42,195 Km da lendária maratona do grego Feidípides. Tudo começou em torno das canecas cheias de cerveja na Brasserie primo Brewery, Honolulu. Capital do Estado do Havaí, que fica na Ilha de Oahu. Era uma dezena de marinheiros com idades variando entre 30 e 40 anos, afogando na cerveja a amargura de uma derrota numa corrida de revezamento super rápida, em que haviam sido batidos por jovens mariners. Inconformados com a derrota, eles se perguntavam como poderiam provar que eles eram mais resistentes e ainda capazes de ganhar dos mais jovens. Qual a prova havaiana que representava o maior desafio? Seriam os 3.800 metros de natação da tradicional Waikiki Rough Water Swim ? Ou 180 Km de ciclismo da famosa Around the Island Bike Race? Ou ainda os intermináveis 42,195 Km da maratona de Honolulu?
Um capitão da marinha, de 42 anos, John Collins, levantou-se e lançou o desafio: A prova mais dura seria aquela que englobasse as três provas mais difíceis da ilha juntas e no mesmo dia. Todo mundo riu, no que ele completou: “Conheço 11 pessoas que conseguiriam ir até o fim“. A idéia fez seu caminho e alguns meses depois daquele fim de tarde de Outubro de 1977, mais precisamente no dia 18 de Fevereiro de 1978, 15 homens, na sua maioria corredores ou nadadores se apresentaram para a largada do primeiro ironman da história. Eles não podiam imaginar que estavam escrevendo uma página importante, a primeira, aliás, da história de um novo esporte que em poucos anos iria se difundir pelo mundo inteiro e conquistar milhões de adeptos.
Um motorista de táxi de Honolulu, John Haller, foi o primeiro “homem de ferro” a completar a prova com o tempo de 11 horas 46 minutos e 58 segundos. Dos 15 que largaram em Waikiki Beach, 12 completaram. A prova que ninguém acreditava possível havia encontrado seu nome e seu primeiro herói. Em 1982 a quinta edição da prova ganhou patrocinador, a cerveja Bud Light. Ela ganhou dimensões e hoje apenas 1.500 atletas podem participar sendo a única prova do mundo a ter uma seletiva. O ironman é um sucesso de público e critica, o maior “Best-Seller” do triathlon, a prova referência como modelo de organização, alegria e distância.
E foi exatamente por causa do ironman, e não poderia ser outra maneira, que surgiram os primeiros triathletas tupiniquins e depois deles as primeiras provas.
A primeira prova de triathlon no Brasil não foi bem um triathlon. Foi algo mais para “La Course Des Débrouillards” dos anos 40 na França, do que para o ironman havaiano. Tudo aconteceu em 7 de Fevereiro de 1982, como uma espécie de gincana, batizada de “Corrida Alegre 82”, mas cujo subtítulo acabou ficando consagrado, principalmente pela imprensa: O primeiro triathlon do Rio de Janeiro.
As distâncias e a ordem da etapas eram para os padrões atuais no mínimo esdrúxulas. Começava-se nadando 950 metros, depois calçava-se os tênis e ia-se correndo 7,5 Km e por último pedalava-se 15 Km.
No dia 14 de Maio de 1983 os brasileiros iriam finalmente conhecer um triathlon de verdade, na ordem certa e com distâncias proporcionais: 1.000 metros de natação, 43 Km de ciclismo e 11 Km de corrida. O local escolhido foi novamente o Aterro do Flamengo no Rio de Janeiro.
As distância mais usadas nas competições de triathlon são:
Ultraman.
10 km natação
421 km ciclismo
84 km corrida
Ironman - Precursora do esporte a nível mundial.
3.800 m de natação
180 Km de ciclismo
42,195 Km de corrida
Meio Ironman - Usado em seletivas para o ironman.
1.900 m de natação
90 Km de ciclismo
21 Km de corrida
Olímpico - Medida padronizada mundialmente para o ingresso do triathlon nas olimpíadas de 2000.
1.500 m de natação
40 Km de ciclismo
10 Km de corrida
Short - Criada com intuito de facilitar a massificação do triathlon no Brasil.
750 m de natação
20 Km de ciclismo
5 Km de corrida
Iron Kids - Criada especificamente para a criançada.
100 m a 400 m de natação
1,5 Km a 3 Km de ciclismo
400 m a 800 m de corrida
Existem competições de Biathlon (natação e corrida), Duathlon (corrida e ciclismo) e Aquathlon (corrida e natação).
Curriculum Vitae
Analista de Sistemas do Comando Técnico da Aeronáutica
Triathleta desde 1993
Palestrante de clínica de triathlon
Participação em 18 ironmans com 3 participações no Mundial do Havaí
Principais resultados:
8º lugar Campeonato Panamericano de Triathlon - 1995
Campeão do Short Triathlon do Troféu Brasil - 1996
Campeão Paulista de Short Triathlon - 1996
11º Meio Ironman do Texas - 1997
6º Ironman de Porto Seguro - 1998
Convocado para o Mundial de Triathlon da Austrália - 2000
Campeão Meio Ironman de Fortaleza - 2004
Campeão Ironman de Fortaleza - 2004
Campeão Triathlon Internacional de Santos - 2007
Três classificações para o Mundial de Ironman do Havaí - 2002/2005/2008
5º melhor Ultraman do Mundo - 2008
Triathleta desde 1993
Palestrante de clínica de triathlon
Participação em 18 ironmans com 3 participações no Mundial do Havaí
Principais resultados:
8º lugar Campeonato Panamericano de Triathlon - 1995
Campeão do Short Triathlon do Troféu Brasil - 1996
Campeão Paulista de Short Triathlon - 1996
11º Meio Ironman do Texas - 1997
6º Ironman de Porto Seguro - 1998
Convocado para o Mundial de Triathlon da Austrália - 2000
Campeão Meio Ironman de Fortaleza - 2004
Campeão Ironman de Fortaleza - 2004
Campeão Triathlon Internacional de Santos - 2007
Três classificações para o Mundial de Ironman do Havaí - 2002/2005/2008
5º melhor Ultraman do Mundo - 2008
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